14.06deve ser a tpm, sei lá.
Há cinco minutos atrás eu estava montando mais um pacote que vou enviar pelo correio esta semana. Desta vez vai um mini-travesseiro em forma de menino e dois pares de meia de tamanho ridículo. É pro Arthur, que vai nascer em Manaus mês que vem. O Arthur é o primeiro filho da Sílvia, uma guria pequena, de coração grande que trabalhou comigo e considero amiga. Meu olho encheu d’água de repente quando me dei conta: é o filho da Silvia.
Uma das coisas que já me perguntei (tirando aquelas de onde viemos e para onde vamos) é como uma mãe pode amar tanto uma criatura que está vendo pela primeira vez? Foi com a japonesa grávida que eu tive a resposta. Eu tive quinhentos primos grávidos, mas foi com ela a primeira vez que acompanhei uma barriga crescer tão perto, vendo todos os dias. Eu descobri que o amor de mãe cresce junto com a barriga. Por isso, quando ele nasce, o amor é tão grande. O da mãe e o nosso, que não temos nada a ver com a história.
Pelo correio vão as meias de tamanho ridículo e vai também meu amor em estágio inicial pelo reizinho Arthur. Será muito, muito bem-vindo.










10 Comentários Comentar
Clarah
14 de junho de 2010
Fico sempre muito tocada com a gravidez das amigas, sabe? E das não amigas também, hahah. Me emociona tanto isso de uma forma que nem eu entendo.
Ai ai, o que essas ‘oncinhas’ fazem comigo :)
Amanda
15 de junho de 2010
É coisa de mãe e coisa de mulher mesmo, que sente a gravidez com mais profundidade que a maioria dos homens (sem generalizar, mas a tendência é essa mesmo…). Deu pra sentir daqui do Rio o seu carinho escrevendo isso sobre o neném. :)
Daise
15 de junho de 2010
:~~~
Paula Fernanda
15 de junho de 2010
Óun, quero um sobrinho, alguém me dá um sobrinho????
Alice Désirée
15 de junho de 2010
Não é tpm, sua boba! É porque você sabe que ele será uma pessoinha especial..
=1
Renata
16 de junho de 2010
engraçado, eu sempre me peguei pensando nisso, mas em relação ao amor em GERAL assim e na noite passada eu senti esse troço inexplicável de “me doar” para o outro num momento de extrema necessidade. estranho demais, mas a cada dia que passa me sinto mais preparada pra ser mãe por culpa de pequenas descobertas que tenho feito no meu dia-a-dia.
socorro né, esses dias eu era uma adolescente BENLOK comprando posters do hanson e hoje eu tenho 26 anos e acordo de madrugada pra cuidar do marido que tá passando muito mal. em pouco tempo vou fazer isso por um filho. ai, chorei :~
(desculpa o comentário gigante)
:*
Carol
17 de junho de 2010
É verdade Lya, esse negócio de que a gente não tem nada a ver com nada mas mesmo assim o nosso amor cresce junto, tão bonito! Tenho muito amor a filha de uma amiga minha que nasceu no começo do ano passado. Titias corujas, mesmo não sendo de sangue! =)
Gisele Christensen
17 de junho de 2010
ai q lindo posso chorar tb? manteiga derretida *modo on* !
Lena
19 de junho de 2010
Não sei se quero ter filhos, tenho um medo ridículo do parto, da dor.. não lido muito bem com dores físicas. Tem quem goste!
Mas de certo que a maternidade é um paraíso dentro de cada mulher e daqueles que a rodeiam!
juliana
07 de julho de 2010
lya, não é tpm, é a sensibilidade de observar o que acontece ao redor… é como tu descreveu, é um amor que cresce a cada dia e quando vemos a criaturinha pela primeira vez fora da barriga, não tem como explicar, pode ser piegas, mas é um amor que tu nunca sentiu, preenche um vazio que nem sabia que existia, mas que hoje me pergunto como posso viver sem ela.
ps. e ela sente todo o amor das tias ao redor…